Embora todos reconheçam o poder de influência da televisão, ainda se sabe muito pouco sobre como essa influência acontece e quais são as conseqüências para a sociedade brasileira como um todo. Também se desconhece muitos detalhes históricos do desenvolvimento da televisão de massa, e sua estreita relação com a propaganda e o Ibope.
Essa carência é uma das motivações da pesquisa realizada pelo Centro de Estudos da Metrópole, coordenada pela antropóloga Esther Hamburger, que apresentamos em nossa matéria principal. O trabalho traça o predomínio da Rede Globo a partir dos anos 70, focando, principalmente, o desenvolvimento dos setores de propaganda televisiva e suas íntimas relações com o Ibope. A pesquisa forneceu também os primeiros dados históricos de audiência para a cidade de São Paulo, com base nos documentos do Ibope depositados no arquivo Edgar Leuenroth, na Universidade de Campinas.
Além disso, demos atenção especial à questão das telenovelas, procurando entender como esse gênero alcançou um sucesso tão grande e como ele influencia a vida das pessoas. Em nossa reportagem descobrimos um pouco sobre os diferentes significados que o programa assume para pessoas de diferentes classes sociais. Consultamos também alguns especialistas para explicar o fenômeno: a psicanalista Maria Rita Kehl, a dramaturga Renata Pallottini, e o escritor e cineasta Joel Zito Araújo. Carolina Agabiti assina um artigo sobre a novela “Filhas da Mãe”, e a influência que as variações de audiência tiveram na produção, tema de sua dissertação de mestrado.
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Boa leitura e um ótimo 2006 a todos! Rosana de Lima Soares |