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Mercado de Trabalho, intermediação e redes sociais

1. À procura de trabalho: Instituições do trabalho e redes de sociabilidade. Comparando dinâmicas metropolitanas.

Nas grandes metrópoles mundiais os mercados de trabalho são espaços nos quais intensas transformações econômicas têm tido lugar, produzindo novas formas de ocupação e de desemprego. O argumento corrente pautou-se por deduzir dessas transformações um conjunto de efeitos imediatos tanto sobre as condições de trabalho e vida, quanto sobre as políticas públicas.

Sem desconsiderar que tais efeitos existam, o projeto pretende trafegar em sentido contrário, analisando os mecanismos pelos quais a dinâmica dos mercados se enraíza socialmente em instituições, práticas sociais e representações subjetivas que são irredutíveis à racionalidade econômica, sendo, ao revés, decisivas para explicá-la. Para tal, refletir-se-á sobre diferentes formas de enraizamento (embeddedness) extra-econômico das relações entre os agentes que se fazem presentes no processo de procura de trabalho em grandes mercados de força de trabalho, a saber: os demandantes de emprego, as empresas que recrutam trabalhadores e os intermediadores entre oferta e demanda de trabalho (agências de emprego e empresas de trabalho temporário).

O estudo focalizará tanto os mecanismos acionados pelos indivíduos na procura de trabalho (num contexto de intensas transições ocupacionais e de desemprego recorrente), quanto os mecanismos acionados pelas empresas visando suprir-se de força de trabalho (num contexto de intensa flexibilização numérica e funcional e de emergência de novas formas de regulamentação das relações de trabalho).

Serão analisados dois tipos de mecanismos de saída do desemprego (se visto o tema pelo ângulo do trabalhador) ou de recrutamento de empregados (se visto pela ótica da firma contratante): (i) os mecanismos que se institucionalizam nos sistemas de emprego – as agências de emprego (governamentais, sindicais e privadas) e empresas de trabalho temporário; (ii) os mecanismos que, não estando institucionalizados no sistema de emprego, permitem ilustrar como os agentes (sejam eles os demandantes de trabalho ou os gestores de recrutamento) acionam redes sociais às quais se integram a partir dos seus próprios espaços de sociabilidade (familiar, residencial ou profissional).

Coordenação: Nadya Araújo Guimarães

Equipe: Flavia Luciane Consoni, Gisela Lobo Baptista Pereira Tartuce, Murillo Marschner Alves de Brito, Priscila Pereira Faria Vieira, Mônica Varasquim Pedro, Paulo Henrique da Silva, Felipe Monteiro, Jonas Tomazi Bicev, Milena Estorniolo, Monise Fernandes Picanço, Nathália Coelho Leobas

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