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Arco
da Esperança
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4. Religião, família e migração. As transformações do campo religioso nas últimas décadas deram-se de forma mais acentuada nos grandes centros urbanos, palco também de mudanças nos arranjos familiares e de intensos processos migratórios. A literatura brasileira de caráter quantitativo e qualitativo já estabeleceu de forma consistente conexões entre estrutura familiar e migração, contudo, como ambos processos conectam-se com as mudanças no pertencimento e na prática religiosos? Por um lado, o pertencimento religioso tem sido dinamizado pelos deslocamentos migratórios e a necessidade de estabelecimento de novos vínculos sociais que, por vezes, podem ser antagônicos com os laços familiares. Por outro, em particular as famílias de tradições católicas e afro-brasileiras têm perdido progressivamente a capacidade de transmissão da filiação religiosa, criando diferenças de credos no seu interior, o que tem como conseqüência a geração de conflitos de ordem geracional e de gênero. Tendo como unidade de investigação os arranjos religiosos no interior das redes familiares inseridas no processo de migração para a RMSP, a proposta é analisar como essas dimensões implicam-se mutuamente na reprodução social no contexto da metrópole paulista. Coordenação: Ronaldo de Almeida, Elza Berquó
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