| A
área central de São Paulo é definida pela região
da subprefeitura da Sé, que abrange os distritos da Sé,
República, Liberdade, Bela Vista, Consolação,
Santa Cecília (que inclui Higienópolis), Cambuci e
Bom Retiro. São também considerados os distritos do
Brás e do Pari devido a razões históricas e
de contigüidade de atividades importantes para a região,
mas que formalmente pertencem à subprefeitura da Moóca |

Restauração
da Estação da Luz
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Historicamente,
os distritos da Sé e da República concentram o sistema
financeiro, serviços públicos e comércio
varejista e de atacado. A partir dos anos 1990, esta região
foi afetada pelo “boom imobiliário”. Conseqüência
do interesse do mercado imobiliário em criar novas centralidades,
esse movimento causou a migração de atividades economicamente
importantes para as regiões da av. Luis Carlos Berrini
e da Vila Nova Conceição. |
| Os
desafios da “requalificação” de região
central, diante das conseqüências do esvaziamento econômico
e imobiliário, motivaram a parceria entre o CEM e a Emurb.
O convênio CEM-Emurb se baseou numa pesquisa composta por
três etapas. Na primeira, chamada de “Diagnóstico”,
observou-se quais eram as maiores concentrações em
ramos de atividades econômicas na área central de São
Paulo. |
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Para compreender
o dinamismo da região, foi estudado o comportamento dessas atividades
na última década, buscando saber se haviam passado por
expansão ou retração. Este longo trabalho foi realizado
por estagiários e pesquisadores do CEM, coordenado por Eduardo
Marques e Haroldo Torres.
A partir do cadastro geral de empresas (IBGE 2000), foram mapeadas em
torno de 650 mil empresas na Região Metropolitana de São
Paulo (RMSP). A intenção não era somente mostrar
quais atividades estavam presentes no centro, mas também qual
a relação que esta mantinha com a economia da cidade.
No mapa, as empresas foram localizadas através do CEP e do endereço.
Desta maneira foi possível visualizar a RMSP, a cidade de São
Paulo e a região central. Com base nestes mapas foi elaborado
um Atlas das atividades econômicas de São Paulo, assim
como um texto de diagnóstico preliminar que avalia a dinâmica
da região central.
Posteriormente, foram definidas as áreas estratégicas
em que o estudo seria aprofundado, algumas setoriais e outras temáticas.
Por exemplo: as áreas setoriais dizem respeito à cadeia
têxtil de vestuário, densamente presentes no centro. Também
foi elaborado um estudo para discutir a adequação do plano
diretor à região central, desenvolvido por Raquel Rolnik,
Kazuo Nakano e Cândido Malta. Outro estudo analisou as experiências
internacionais de recuperação de áreas centrais.
Para essa segunda etapa foram contratados 10 consultores externos encarregados
de pesquisar determinados temas, como nos exemplos acima citados. A
etapa final, realizada por Álvaro Comin, consistiu em extrair
de todos os estudos os principais pontos para a elaboração
de uma pauta de sugestões de políticas para a recuperação
da área central. A fase de conclusão foi uma síntese
dos estudos, relatadas no texto “Diagnósticos, oportunidades
e diretrizes de ação”, que também contou
com outro texto elaborado por Kazuo Nakano especificamente sobre questões
urbanísticas. Junto a isso foi produzido um segundo mapa, com
o recorte da região da Sé e da República, sendo
possível visualizar a distribuição das atividades
econômicas por rua.
* Clique aqui para
visualizar e imprimir o texto Diagnósticos, oportunidade
e diretrizes de ação, de Álvaro Comin(formato
PDF)
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